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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Palavras Vazias

Em uma praça vazia
Escolhi o banco mais distante e sentei
De lá podia ver toda a falta de movimento
De lá podia jogar todas as palavras ao vento
Eu podia gritar a vontade
E ainda assim, ninguém me escutaria
Eu poderia fazer o que tivesse vontade
Seria bom, pois ninguém me veria
Mas a praça não estava vazia
Todos podiam me ver
Mas ninguém me olhava, passavam direto
Ninguém me ouvia
A atenção deles era prendida por coisas melhores
Melhores do que me ouvir
Melhores do que me ver
Eu estava rodeado de vermes
Mas nenhum deles consumiam minha carne podre!

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